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Tipos de percevejo: conheça as principais espécies

Como o agricultor já sabe, os tipos de percevejo que aparecem nas lavouras brasileiras variam em tamanho, comportamento, hospedeiros e forma de ataque.

Enquanto algumas espécies comprometem grãos e vagens em formação, outras atacam raízes ou afetam culturas completamente diferentes. Conhecer essas diferenças é o que permite tomar a decisão certa na hora certa, antes que os danos avancem.

Neste artigo, a Alta Defensivos apresenta as principais espécies presentes nas lavouras, com informações práticas para orientar a identificação, o monitoramento e as melhores estratégias de controle.

Quais são os principais tipos de percevejo que atacam a lavoura?

Para começar o manejo, é preciso saber com o que se está lidando. As espécies mais frequentes nas lavouras brasileiras pertencem a três famílias distintas: Pentatomidae, Cydnidae e Alydidae

Os tipos de percevejo mais comuns são:

  • Percevejo-marrom (Euschistus heros): uma das principais pragas da soja, amplamente distribuída nas principais regiões produtoras de soja do país;
  • Percevejo-verde (Nezara viridula): ataca a soja e outras culturas, causando danos principalmente nas estruturas de reprodução da planta;
  • Percevejo-verde-pequeno (Piezodorus guildinii): menor em tamanho, mas com alto poder de dano nas vagens da soja;
  • Percevejo barriga-verde (Diceraeus melacanthus e D. furcatus): praga frequente no milho,;
  • Percevejo asa-preta (Edessa meditabunda): espécie frequentemente associada à soja, com alimentação em hastes, ramos e estruturas reprodutivas;
  • Percevejo-castanho (Scaptocoris spp.): vive no solo e ataca as raízes das plantas, o que dificulta a identificação no campo;
  • Percevejo-formigão (Neomegalotomus parvus): menos comum, mas pode causar danos em leguminosas por meio da sucção de estruturas reprodutivas.

Cada espécie tem seu momento de maior pressão, suas culturas preferidas e seu comportamento no campo. 

O barriga-verde, por exemplo, se alimenta tanto na soja quanto no milho e se mantém na área entre uma safra e outra. Já o castanho permanece grande parte do ciclo no solo e muitas vezes só é percebido quando a planta já dá sinais de dano nas raízes.

Qual o ciclo de vida da praga percevejo?

O percevejo passa por três fases principais: ovo, ninfa e adulto. Conhecer cada etapa ajuda a entender por que o monitoramento precisa começar cedo e por que o momento da aplicação faz tanta diferença no resultado do controle.

Veja no diagrama abaixo como esse ciclo se desenvolve na lavoura:

Quais culturas são mais afetadas pelos percevejos?

Os percevejos atacam diversas culturas, mas a soja e o milho concentram a maior pressão dessas pragas no Brasil. Algodão, feijão, trigo, sorgo e pastagens também figuram entre as culturas mais vulneráveis, dependendo da espécie presente na área.

A intensidade dos danos varia conforme a espécie e o estágio de desenvolvimento da cultura no momento do ataque. A tabela abaixo resume as principais relações entre espécie, cultura e tipo de dano:

EspécieCulturaPrincipais danos
Percevejo-marrom (Euschistus heros).Soja, milho, algodão.Abortamento de vagens, redução do peso dos grãos e diminuição da qualidade fisiológica das sementes.
Percevejo-verde (Nezara viridula).Soja, feijão, arroz, trigo.Chochamento de grãos, redução da qualidade das sementes e danos decorrentes da alimentação.
Percevejo-verde-pequeno (Piezodorus guildinii).Soja, feijão, alfafa.Lesões nas vagens, retenção foliar e redução da qualidade dos grãos.
Percevejo barriga-verde (Diceraeus spp.).Milho, trigo, soja.Murcha e morte de plântulas, perfuração do colo, redução do stand inicial.
Percevejo asa-preta (Edessa meditabunda).Soja.Danos em ramos, hastes e vagens, com potencial para reduzir a produtividade em situações de alta infestação.
Percevejo-castanho (Scaptocoris spp.).Pastagens, algodão, cana, feijão.Ataque às raízes, comprometimento da absorção de nutrientes.
Percevejo-formigão (Neomegalotomus parvus).Soja, feijão.Danos em grãos, redução da qualidade e da produtividade.

Para ter a dimensão do que está em jogo: a soja ocupa 48,6 milhões de hectares na safra 2025/26, com produção estimada em 180,6 milhões de toneladas. O milho soma 22,6 milhões de hectares e 141,7 milhões de toneladas estimadas, segundo o 10º Levantamento da CONAB

Quais são os principais danos causados pelos percevejos?

O ataque dos percevejos se manifesta de formas diferentes na lavoura, com impactos diretos e indiretos que variam conforme a espécie, a cultura atacada e o estágio em que a infestação ocorre.

Entre os danos mais recorrentes no campo, estão:

  • Abortamento de vagens e grãos: o ataque nas fases iniciais de formação impede o desenvolvimento das vagens, resultando em vagens malformadas e grãos chochos;
  • Redução do peso e da qualidade dos grãos: a sucção contínua compromete o enchimento dos grãos, diminuindo o tamanho, o peso e o teor de óleo, o que afeta diretamente o valor comercial da produção;
  • Transmissão de fungos e patógenos: a alimentação dos percevejos pode favorecer a entrada de microrganismos e está associada à ocorrência de doenças como a mancha-fermento em sementes de soja;
  • Murcha e morte de plântulas: no milho, o percevejo barriga-verde perfura o colo das plantas jovens, provocando murchamento e morte ainda no início do ciclo;
  • Comprometimento das raízes: o percevejo-castanho atua no solo e prejudica a absorção de água e nutrientes, com sintomas que muitas vezes só aparecem quando o dano já está avançado;
  • Redução do potencial germinativo: sementes atacadas perdem vigor e capacidade de germinação, impactando safras seguintes quando usadas para replantio.

Como fazer o monitoramento dos percevejos na lavoura?

Detectar a presença dos percevejos antes que a população atinja níveis críticos é o que define a eficiência do controle. O monitoramento regular é a base dessa decisão e precisa começar antes mesmo do período reprodutivo das culturas.

Para isso, quatro pontos merecem atenção:

  • Pano de batida: estende-se um pano branco entre duas fileiras, sacudindo as plantas para que os insetos caiam sobre ele, realizando múltiplas amostragens distribuídas pela lavoura.
  • Frequência de monitoramento: as inspeções devem ser realizadas pelo menos uma vez por semana, preferencialmente nos horários mais frescos do dia, para facilitar a observação e a amostragem dos insetos;
  • Nível de ação: os níveis de ação para o controle variam conforme a cultura, a finalidade da produção (grãos ou sementes) e as recomendações técnicas regionais. Por isso, o monitoramento deve seguir as orientações específicas para cada situação;
  • Identificação precoce: saber qual espécie está na área é o que orienta a escolha do produto, o momento de aplicação e a estratégia de controle mais adequada para cada situação.

Como controlar percevejos na agricultura?

O controle de percevejos é mais eficiente quando combina diferentes estratégias de manejo, e não apenas a aplicação de inseticidas. Esse conjunto de práticas é o que define o Manejo Integrado de Pragas, o MIP.

Com base no monitoramento constante, o MIP orienta a tomada de decisão a partir de critérios técnicos, como os níveis de ação e os níveis de dano econômico. As intervenções podem incluir rotação de culturas, manejo de plantas hospedeiras, tratamento de sementes e uso de inseticidas registrados com modos de ação variados, sempre respeitando o momento certo de agir.

Para conhecer em detalhes como aplicar o MIP na sua lavoura, acesse o Guia do Manejo Integrado de Pragas da Alta Defensivos. 

Principais erros no controle de percevejos

Alguns erros se repetem nas lavouras a cada safra e comprometem a eficiência do controle, mesmo quando o produtor já conhece bem as pragas. Identificá-los é tão importante quanto a estratégia de manejo em si:

  • Aplicação sem monitoramento: intervir sem acompanhar a população real da praga leva a aplicações desnecessárias, com mais custo e sem resultado proporcional;
  • Identificação incorreta da espécie: tratar espécies diferentes com o mesmo protocolo reduz a eficiência do controle e aumenta o risco de reinfestação;
  • Aplicação abaixo do nível de ação: aplicações desnecessárias, sem considerar os níveis de ação recomendados, aumentam os custos e podem favorecer a seleção de populações resistentes;
  • Repetição do mesmo modo de ação: usar inseticidas do mesmo grupo químico em aplicações sucessivas acelera o desenvolvimento de resistência nas populações de percevejos, tornando importante a rotação de modos de ação conforme as recomendações do IRAC;
  • Negligência com plantas hospedeiras: deixar plantas daninhas e tigueras na área entre safras mantém a população de percevejos ativa e alimentada, aumentando a pressão no próximo ciclo;
  • Horário inadequado de aplicação: aplicar nos momentos mais quentes do dia reduz a eficiência do produto, pois temperaturas elevadas e baixa umidade podem comprometer a qualidade da aplicação e a deposição do produto no alvo.

Conte com a Alta para fortalecer o manejo de percevejos

Um manejo eficiente começa com o monitoramento correto, mas depende também de contar com os produtos certos para agir no momento adequado. A Alta Defensivos tem em seu portfólio inseticidas com registro para o controle das principais espécies de percevejos.

O Allora é um inseticida sistêmico à base de acefato, com efeito de choque seguido de ação residual. Atua no controle do percevejo-marrom, do percevejo-verde e do Percevejo-verde-pequeno, entre outras pragas sugadoras, com registro para diversas culturas. 

Já o Saggio, à base de acetamiprido e bifentrina, combina ação de contato e ingestão com residual. É indicado para o controle do percevejo-marrom, do barriga-verde e do percevejo-do-colmo, com amplo espectro de culturas registradas. 

Para conhecer todas as soluções disponíveis e encontrar o produto mais adequado para cada situação, acesse o portfólio completo de inseticidas da Alta Defensivos. 

Perguntas frequentes sobre tipos de percevejo

Quais são os principais tipos de percevejo?

Os mais comuns nas lavouras brasileiras são o percevejo-marrom, o percevejo-verde, o percevejo-verde-pequeno, o barriga-verde, o asa-preta, o percevejo-castanho e o percevejo-formigão. Cada espécie tem hábitos e potenciais de dano distintos.

Como identificar um percevejo-marrom?

O adulto mede aproximadamente 11 a 13 mm, tem coloração marrom-escura, projeções laterais no pronoto e uma mancha em formato de meia-lua no escutelo. As ninfas variam do cinza ao marrom conforme o desenvolvimento.

Qual a diferença entre percevejo-verde e percevejo-marrom?

O percevejo-verde tem coloração predominantemente verde e mede entre 10 e 17 mm. O percevejo-marrom é menor, com coloração marrom-escura e espinhos no pronoto. O marrom é uma das espécies de maior importância econômica nas lavouras brasileiras.

Quais culturas são mais atacadas pelos percevejos?

Soja, milho, algodão, feijão, trigo, sorgo e pastagens estão entre as culturas mais vulneráveis, com espécies específicas para cada uma delas.

Quando controlar percevejos na soja?

O monitoramento deve começar antes do período reprodutivo, e a decisão de controle deve considerar os níveis de ação recomendados para cada situação.

Qual o melhor momento para aplicar inseticida para percevejo?

Nos horários mais frescos do dia, pela manhã ou no fim da tarde, quando os insetos estão mais ativos e expostos ao produto e as condições ambientais favorecem a qualidade da aplicação .

Como funciona o manejo integrado de percevejos?

Combina monitoramento, identificação correta das espécies, eliminação de plantas hospedeiras e uso de inseticidas somente quando a população atinge o nível de ação.

Conteúdo revisado pela validadora técnica: Larissa Guzzo Teixeira, Analista de P&D e Mercado na Alta Defensivos. 

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