Antracnose: Entenda como a doença afeta sua lavoura

Você já notou manchas escuras nas folhas ou frutos da lavoura e ficou em dúvida sobre o que fazer? A antracnose é uma doença fúngica que se espalha com facilidade e pode comprometer a lavoura antes mesmo que o agricultor perceba os primeiros sinais.
Estamos no período mais chuvoso do ano, marcado por alta umidade e temperaturas elevadas, o ambiente ideal para o desenvolvimento de doenças como essa. Por isso, iniciamos uma série de conteúdos voltados às principais doenças fúngicas do verão, com orientações para auxiliar no manejo preventivo e curativo em campo.
Neste artigo, você vai entender o que é antracnose, conhecer os sintomas mais comuns, aprender como tratar a doença e saber qual é o melhor fungicida para antracnose, com destaque para os produtos da Alta Defensivos. Siga com a leitura e proteja sua produção!
O que é antracnose?
A antracnose é uma doença causada por fungos que afeta diversas partes das plantas, como folhas, caules, flores, frutos e vagens. É conhecida por provocar manchas escuras, áreas necrosadas e queda prematura de folhas e frutos.
Dependendo da cultura e das condições ambientais, a antracnose pode causar desde danos moderados até prejuízos severos na produção e na qualidade dos produtos.
São fungos que sobrevivem em restos de cultura, sementes infectadas e plantas hospedeiras alternativas, esperando pelas condições certas para se desenvolver. Quando chega o verão e eles encontram calor e umidade, penetram nos tecidos das plantas e prejudicam o seu desenvolvimento.
Qual é o agente que causa a antracnose?
A antracnose é provocada por fungos do gênero Colletotrichum, um dos grupos mais comuns e agressivos entre os patógenos que atacam as lavouras.
Cada cultura costuma ser afetada por uma espécie específica desse fungo, o que exige atenção no momento de identificar e tratar a doença. Veja alguns exemplos:
- Soja: Colletotrichum truncatum
- Feijão: Colletotrichum lindemuthianum
- Milho e sorgo: Colletotrichum graminicola
- Pimentas: Colletotrichum acutatum ou C. capsici
- Tomate: Colletotrichum coccodes
- Uva: Colletotrichum viniferum
- Manga, abacate e frutas cítricas: Colletotrichum gloeosporioides
- Mamão: Colletotrichum papayae
O conhecimento sobre o agente causador é essencial para aplicar o fungicida para antracnose mais adequado e assegurar a eficácia do tratamento.
Quais são as culturas mais afetadas pela antracnose?
A antracnose é uma doença de ocorrência ampla e afeta tanto culturas de grãos quanto hortaliças, frutas e plantas ornamentais.
Em todas elas, o impacto vai além da redução da produtividade, a qualidade do produto colhido também fica comprometida, dificultando a comercialização e reduz o valor de mercado.
Confira algumas das culturas mais suscetíveis à doença:
- Soja
- Feijão
- Milho
- Sorgo
- Tomate
- Pimentão
- Pimenta
- Mamão
- Abacate
- Manga
- Uva
- Frutas cítricas
- Melancia e melão
- Cacau
- Berinjela
- Goiaba
Além dessas, a antracnose também pode atingir culturas ornamentais e plantas florestais, dependendo da espécie do fungo envolvido e das condições ambientais da região.
Principais sinais e sintomas de antracnose na lavoura
Os sintomas da antracnose variam conforme a cultura, o estágio de desenvolvimento e as condições ambientais, com sinais visíveis em diferentes partes da planta.
Nos próximos tópicos, saiba como a doença se apresenta nas principais estruturas da lavoura:
Folhas
Nas folhas, a antracnose se manifesta inicialmente com manchas pequenas, escuras e arredondadas, que aos poucos aumentam de tamanho.
Em muitas culturas, essas lesões apresentam bordas bem definidas e, com o tempo, causam necrose do tecido, levando à queda precoce das folhas.
A antracnose na soja, por exemplo, provoca o escurecimento das nervuras e pode servir como um sinal de alerta precoce.
Caule e hastes
Nos caules e hastes, a doença forma lesões alongadas, escuras e afundadas, que podem evoluir para rachaduras e até tombamento da planta.
- No feijão, a infecção na haste pode afetar severamente o crescimento da planta e levar à perdas significativas de produtividade;
- No milho e no sorgo, a antracnose enfraquece o colmo, reduz a sustentação da planta e aumenta o risco de acamamento antes da colheita.
Em casos mais avançados, surgem cancros, áreas necrosadas que impedem a circulação de água e nutrientes.
Frutos, vagens e flores
Nos frutos, como manga, uva ou mamão, aparecem manchas escuras com aspecto afundado, que indicam apodrecimento. São lesões que comprometem a aparência, a qualidade e o valor comercial do produto, tanto antes quanto depois da colheita.
Nas leguminosas, como soja e feijão, a doença também pode atingir as flores e prejudicar a fecundação, provocando queda de flores e abortamento de vagens.
Quando as vagens já estão em formação, as lesões facilitam a entrada de outros patógenos e causam grãos mal formados ou manchados, reduzindo o rendimento e a qualidade da semente.
Veja também: Calendário Agrícola 2026: Guia completo para organizar sua safra por região
Como tratar a antracnose?
O tratamento da antracnose exige uma abordagem integrada, com foco na prevenção, no monitoramento e no controle químico e biológico, sempre adaptado à cultura e às condições da lavoura.
Como o fungo pode permanecer no solo, em sementes contaminadas e nos restos de cultura, o manejo precisa começar desde o planejamento da safra. Confira as principais etapas de um manejo eficaz.
Prevenção começa antes da semeadura
O controle da antracnose começa antes mesmo de entrar na lavoura. Escolher sementes certificadas e livres do patógeno é essencial para evitar que o fungo entre na área.
Ao mesmo tempo, a rotação de culturas com espécies não hospedeiras — como o milho no lugar da soja ou do feijão — ajuda a reduzir o nível do inóculo no solo.
O manejo nutricional adequado, com elementos como potássio e cálcio, fortalece os tecidos e dificulta a penetração do fungo. Além disso, plantios bem espaçados e com boa ventilação ajudam a manter o ambiente menos favorável à doença.
Diagnóstico rápido evita perdas maiores
Quanto mais cedo o agricultor identificar a antracnose no campo, maiores são as chances de um controle eficiente. Por isso, o monitoramento da lavoura deve ser constante, especialmente em períodos chuvosos e em regiões com histórico da doença.
Na soja, por exemplo, é importante iniciar as vistorias ainda no estádio vegetativo para impedir que o patógeno avance até flores, vagens e grãos. Os primeiros sinais costumam aparecer nas folhas mais baixas, com manchas escuras nas nervuras.
Controle químico e biológico
Quando a doença já está presente, o uso de fungicidas para antracnose é indispensável. O segredo está em agir no momento certo, com produtos adequados à cultura e ao estágio da planta.
Em áreas de alta pressão, o ideal é iniciar as aplicações ainda nos estágios vegetativos, com intervalos regulares e cobertura uniforme do dossel.
O tratamento pode ser feito com fungicidas biológicos, como produtos à base de Trichoderma, que competem com o patógeno no solo, ou com fungicidas químicos, que protegem os tecidos saudáveis da planta.
O uso combinado de produtos protetores e sistêmicos, com diferentes modos de ação, reduz o risco de desenvolvimento de resistência e amplia a eficácia do controle.
Qual o melhor fungicida para antracnose?
Se você está lidando com antracnose na lavoura, sabe que escolher o fungicida certo faz toda a diferença no resultado da safra.
O controle eficaz depende não só do momento da aplicação, mas também da tecnologia empregada e do desempenho do produto em campo. A Alta Defensivos oferece soluções modernas e eficazes que atuam diretamente no controle da doença em diferentes culturas.
Conheça os destaques do portfólio:
- Safenith: fungicida de contato multissítio à base de clorotalonil, ideal para controle da antracnose em diversas culturas, com segurança e baixa fitotoxicidade;
- Evos: fungicida multicultura que protege as folhas, mantém a sanidade da planta e contribui para uma maior produtividade;
- Calitá: fungicida de ação protetora e versátil, indicado para o manejo preventivo em várias culturas, com excelente desempenho e praticidade.
Esses três produtos representam soluções confiáveis para o controle da antracnose. Mas vale lembrar: a aplicação correta depende sempre de orientação técnica.
Quer saber qual é o melhor fungicida para antracnose na sua cultura? Acesse agora a página de fungicidas da Alta Defensivos e encontre a solução certa com o apoio de um profissional habilitado.
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