Calendário Agrícola 2026: Guia completo para organizar sua safra por região

Calendário Agrícola

Começo de ano sempre traz aquela sensação de que dá para fazer melhor. No campo, não é diferente. Janeiro é o momento certo para sentar, olhar para a propriedade e montar o calendário agrícola com foco e estratégia. Definir agora as janelas de plantio, os períodos de colheita e o uso dos insumos é o que sustenta uma safra bem conduzida.

Quando se antecipa e sabe o que esperar de cada etapa do ciclo, há menos risco, mais eficiência e decisões mais seguras ao longo de todo o ano. O solo é preparado na hora certa, a compra de insumos tem melhor custo e a propriedade inteira trabalha de forma coordenada.  

Neste conteúdo, você vai encontrar tudo o que precisa saber sobre o calendário agrícola brasileiro 2026, com um olhar atento para cada realidade regional, Sul, Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e Norte, considerando as particularidades de clima, solo e janela ideal de cultivo. 

E para facilitar ainda mais, preparamos um infográfico exclusivo com o calendário completo por região. Vale a pena seguir até o final!

O que é calendário agrícola? Por que usar?

Se tem uma coisa que muda o rumo da safra é o tempo. E quando falamos em tempo, falamos também de planejamento. O calendário agrícola é a ferramenta que orienta o produtor sobre quando plantar, manejar e colher cada cultura, de acordo com as condições da sua região. 

Ele é construído com base em clima, solo, altitude e histórico agrícola de cada localidade, e funciona como uma estratégia de redução de riscos

Com ele, o produtor evita plantar fora da época, respeita os períodos críticos de desenvolvimento das culturas e ganha mais previsibilidade sobre as próximas etapas da lavoura.  

Usar o calendário agrícola é também uma forma de otimizar seus custos, porque com as janelas corretas de plantio, é possível  reduzir perdas causadas por chuvas fora de hora, geadas e estiagens. Da mesma forma, a logística de compra, aplicação e armazenamento dos produtos fica organizada, com economia e menos desperdício.

Planejamento de safra: por que começar agora?

Janeiro marca o momento certo de olhar para a próxima safra com visão estratégica. É agora que o agricultor pode organizar o caixa, planejar os investimentos e preparar o solo com calma, sem a pressão do tempo e de imprevistos.

Começar o planejamento da safra desde já permite definir quais culturas serão priorizadas, entender os custos envolvidos e antecipar a compra de insumos, muitas vezes com preços mais vantajosos. Também é quando se avalia a necessidade de manutenção de maquinário, contratação de equipe e melhorias em infraestrutura.

Planejar cedo também dá margem para fazer ajustes, caso o cenário climático ou de mercado mude, além de reduzir o impacto de decisões apressadas lá na frente e aumentar o controle sobre toda a operação agrícola

Como elaborar seu calendário agrícola para 2026

O segredo da organização do calendário agrícola brasileiro para a safra de 2026 está em adaptar as informações à realidade da sua propriedade. Cada região, talhão e cultura exige um planejamento específico, e é aí que entra o olhar técnico e estratégico do agricultor.

Para construir um calendário eficiente, é preciso começar pelas bases, como vamos mostrar a seguir: 

Análise das condições da propriedade

Todo bom planejamento começa com um diagnóstico. Antes de colocar datas no papel, é preciso entender o que sua área tem a oferecer. E isso começa pela avaliação do tipo de solo, seus níveis de umidade, fertilidade e estrutura, além da performance das últimas safras.

Essas informações são fundamentais para definir quais cultivares têm maior potencial produtivo em 2026, considerando os desafios e vantagens do ambiente.  

Outro ponto importante é conhecer o desempenho das variedades já utilizadas e como elas responderam ao manejo anterior. 

Defina a janela de plantio de acordo com o ZARC

Desenvolvido pela Embrapa e validado com apoio de instituições estaduais, o ZARC combina décadas de registros climáticos com modelos matemáticos de simulação agrícola

O resultado é um mapeamento robusto, que mostra quais datas oferecem menor risco de perda por falta ou excesso de chuva, temperatura fora da faixa ideal ou outras variáveis climáticas que afetam diretamente a lavoura.

Quem usa o ZARC para montar o calendário agrícola planta no tempo certo, antecipa tendências e ganha respaldo técnico para as decisões. Ele é atualizado todo ano e vem se tornando cada vez mais preciso, com melhorias como maior detalhamento regional, simulações de cenários futuros e ferramentas para estimar produtividade com base em faixas de risco.

Integre o calendário agrícola com dados climáticos e agricultura de precisão

Um calendário agrícola eficiente é aquele que se adapta ao ambiente e, para isso, a tecnologia é uma grande aliada. 

Estações meteorológicas, sensores no campo, imagens de satélite e softwares de agricultura de precisão ajudam a entender, com detalhes, como o clima e o solo estão se comportando em tempo real.

Com essas ferramentas integradas ao seu planejamento, é possível adiantar ou adiar operações de acordo com as previsões climáticas, ajustar o volume de insumos conforme a necessidade específica de cada talhão e tomar decisões mais precisas sobre o momento certo de cada manejo.

Calendário Agrícola 2026 por Região

Agora que você já entendeu como montar um calendário adaptado à realidade da sua propriedade, é hora de olhar para o que o calendário agrícola brasileiro indica para cada região

As janelas de plantio e colheita variam bastante conforme o clima, o tipo de solo, a altitude e até a tradição agrícola de cada local.

Por isso, reunimos abaixo um resumo com os principais cultivos e seus períodos ideais de plantio e colheita em cada região do país. 

Região Sul

A região Sul é marcada por um clima mais ameno, com invernos bem definidos e chuvas bem distribuídas ao longo do ano, o que favorece a diversificação de culturas

O calendário agrícola da região Sul mostra uma alternância bem organizada entre culturas de verão e de inverno, viabilizando o uso eficiente das áreas durante o ano todo:

  • Soja: plantio de setembro a novembro e colheita de janeiro a maio; 
  • Milho: plantio de agosto a outubro e colheita de dezembro a junho; 
  • Feijão: plantio de agosto a outubro e colheita de outubro a março; 
  • Trigo: plantio de maio a julho e colheita de setembro a dezembro; 
  • Arroz: plantio de setembro a novembro e colheita de novembro a abril; 
  • Amendoim: plantio de setembro a outubro e colheita de janeiro a abril; 
  • Fumo: plantio de agosto a setembro e colheita de dezembro a fevereiro; 
  • Café: plantio preferencialmente entre setembro e dezembro e colheita de maio a setembro; 
  • Uva: poda em julho e colheita de dezembro a março; 
  • Maçã: plantio no inverno e colheita de janeiro a abril; 
  • Ameixa, pêssego e nectarina: plantio no inverno e colheita entre outubro e dezembro; 
  • Erva-mate: plantio no outono e colheita escalonada ao longo do ano; 
  • Aveia: plantio de abril a junho e colheita entre agosto e outubro.

A região se destaca por práticas de planejamento detalhado e uso eficiente da mecânica agrícola, o que permite safra dupla com qualidade e rentabilidade.

Região Sudeste

O calendário agrícola do Sudeste é marcado pela variedade: desde frutas de clima temperado a grãos e raízes tropicais. 

A região apresenta bom regime de chuvas entre outubro e março, o que define grande parte das janelas de plantio. A diversidade de altitudes e microclimas exige ajustes finos para cada cultura.

Veja as principais janelas para 2026:

  • Milho: plantio de setembro a novembro e colheita de janeiro a junho;
  • Soja: plantio de setembro a novembro e colheita de janeiro a maio; 
  • Feijão: plantio de setembro a novembro e colheita de janeiro a abril;
  • Amendoim: plantio de setembro a outubro e colheita de dezembro a março; 
  • Cana-de-açúcar: plantio de outubro a março e colheita de abril a novembro; 
  • Café: plantio ou renovação entre outubro e dezembro, e colheita de abril a setembro; 
  • Cebola: plantio entre fevereiro e março, e colheita de 120 a 180 dias após o plantio; 
  • Banana: plantio ao longo de todo o ano e colheita cerca de 10 a 14 meses após; 
  • Mandioca: plantio de setembro a novembro e colheita entre março e julho; 
  • Mamona: plantio de setembro a outubro e colheita de janeiro a junho;
  • Algodão: plantio de outubro a novembro e colheita de março a julho;
  • Batata: plantio entre fevereiro e abril, e colheita de 90 a 120 dias após; 
  • Alho: plantio de março a maio e colheita de 150 a 180 dias após; 
  • Frutas de inverno (pêssego, ameixa, nectarina e uva): manejo de poda no inverno e colheita entre outubro e dezembro.

É uma região em que o calendário pode ser ajustado com mais liberdade, mas sempre respeitando o ciclo das culturas e a disponibilidade hídrica. A diversificação também possibilita escalonar colheitas e equilibrar o fluxo de receita.

Região Centro-Oeste

Principal celeiro de grãos do país, o calendário agrícola do Centro-Oeste é guiado pelo início das chuvas, entre setembro e outubro, e pela ampla janela de plantio. 

A soja domina os campos, mas há espaço também para milho, algodão e culturas alimentares: 

  • Soja: Soja: plantio de setembro a novembro e colheita entre janeiro e maio; 
  • Milho (1ª safra): plantio de setembro a outubro e colheita de fevereiro a junho; 
  • Milho (2ª safra): plantio de janeiro a fevereiro e colheita de junho a agosto; 
  • Arroz: plantio de setembro a outubro e colheita de janeiro a abril; 
  • Algodão: plantio de novembro a dezembro e colheita entre abril e julho; 
  • Amendoim: plantio de novembro e colheita de março a abril; 
  • Cana-de-açúcar: plantio de outubro a março e colheita de abril a dezembro; 
  • Mandioca: plantio de setembro a outubro e colheita entre março e agosto; 
  • Tomate: plantio entre janeiro e fevereiro e colheita de abril a outubro.

Essa região exige atenção à escolha do ciclo da cultivar e à organização logística, já que a alta escala de produção demanda sincronia entre máquinas, insumos e clima. Com planejamento, o produtor consegue aproveitar duas safras bem estruturadas e com potencial de alta rentabilidade.

Região Nordeste

Com predominância de clima semiárido e chuvas concentradas em poucos meses, o calendário agrícola do Nordeste exige que o produtor fique atento à janela de início das chuvas, que é decisiva para culturas de sequeiro. 

Onde há irrigação, a flexibilidade aumenta, mas o bom planejamento ainda é essencial para aproveitar ao máximo o potencial produtivo da região.

Confira as janelas conforme o calendário 2026:

  • Milho: plantio no início das chuvas e colheita de fevereiro a junho; 
  • Soja: plantio no início das chuvas e colheita de fevereiro a maio; 
  • Feijão: plantio no início das chuvas e colheita entre janeiro e abril; 
  • Arroz: plantio no início das chuvas e colheita de janeiro a abril; 
  • Algodão: plantio de janeiro a fevereiro e colheita de junho a dezembro; 
  • Amendoim: plantio de março e colheita de maio a agosto; 
  • Mandioca: plantio de março a abril e colheita entre junho e outubro; 
  • Mamona: plantio de fevereiro e colheita de maio a novembro; 
  • Fumo: plantio de agosto a setembro e colheita de dezembro a fevereiro; 
  • Cana-de-açúcar: plantio de novembro a março e colheita de setembro a abril; 
  • Cacau: plantio no início das chuvas e colheita entre fevereiro e maio; 
  • Coco: plantio no início das chuvas e colheita a partir de 6 a 7 meses; 
  • Uva: plantio em dezembro e colheitas escalonadas conforme o sistema de produção; 
  • Manga: plantio no período chuvoso e colheita ao longo do ano, com picos conforme manejo.

A definição do calendário agrícola para o Nordeste passa pela análise das previsões pluviométricas e do uso racional da água, seja para aguardar a chegada da chuva ou para programar o uso da irrigação. 

Região Norte

O clima equatorial e o regime de chuvas intensas marcam profundamente o calendário agrícola da região Norte

A agricultura é menos focada em grãos e mais voltada para culturas perenes, frutíferas e mandioca, com destaque para os sistemas agroflorestais e consórcios. O plantio costuma coincidir com o início das chuvas, e a colheita depende do ciclo de cada espécie.

Confira o calendário 2026 com base nas cultivares mais comuns:

  • Arroz: plantio no início das chuvas e colheita em datas variáveis conforme o ciclo;
  • Milho: plantio no início das chuvas e colheita variável; 
  • Mandioca: plantio ao longo do período chuvoso e colheita entre 8 e 18 meses; 
  • Guaraná: plantio no início das chuvas e colheita entre novembro e dezembro; 
  • Coco: plantio no início das chuvas e colheita a partir de 6 a 7 meses; 
  • Maracujá: plantio ao longo do ano, preferencialmente no período chuvoso, e colheita cerca de 10 a 12 meses após o plantio.

Como se trata de uma região com menor mecanização, o produtor precisa adaptar o calendário às condições locais de solo e drenagem. A escolha de cultivares resistentes à umidade excessiva e ao calor constante é fundamental para manter a sanidade e o vigor das plantas ao longo do ciclo.

Para facilitar ainda mais o seu planejamento, a Alta Defensivos preparou um infográfico exclusivo com as principais janelas de plantio e colheita em 2026. As informações foram organizadas por cultura e região, com base em dados oficiais e atualizados.

Confira abaixo o Calendário Agrícola 2026 — Brasil. Salve, compartilhe e use como referência no seu planejamento ao longo do ano.

Calendário Agrícola 2026

Como ajustar o calendário agrícola para minha região?

Não existe um calendário agrícola pronto que sirva para todas as propriedades. O que existe é conhecimento sobre o solo, o clima e a capacidade produtiva, que precisa ser traduzido em um planejamento adaptado à realidade de cada lavoura. 

É esse ajuste fino que faz a diferença entre lidar com problemas ou estar sempre um passo à frente. Nos próximos tópicos, confira orientações práticas para transformar o calendário agrícola brasileiro em uma ferramenta afinada com a sua região.

Analise o clima local: entenda o ritmo da sua região

Antes de olhar para o calendário, olhe para o céu. O comportamento do clima na sua propriedade deve ser o primeiro guia de planejamento:

  • Registre o início e o fim das chuvas dos últimos anos;
  • Observe a regularidade ou instabilidade das temperaturas;
  • Anote os períodos mais sujeitos a veranicos ou geadas.

O calendário só faz sentido se acompanhar o tempo real do campo.

Use o ZARC como base técnica para definir a janela de plantio

O Zoneamento Agrícola reduz o risco climático da lavoura e orienta com precisão o melhor período para plantar:

  • Busque o ZARC por cultura, solo e município no site do MAPA;
  • Foque nas faixas de menor risco (20% a 30%), onde a produtividade é mais estável;
  • Combine essas datas com a sua realidade operacional.

Com o ZARC, você consegue alinhar o calendário às datas mais seguras de plantio. Use as informações como base, mas ajuste conforme a realidade da sua fazenda.

Escolha o ciclo da cultivar pensando na sua janela real

Nem sempre a cultivar de maior potencial é a mais segura. O ciclo precisa se encaixar no tempo que a sua região oferece:

  • Cultivares precoces ajudam a escapar de seca ou excesso de chuva no final do ciclo;
  • Ciclos médios rendem bem onde há maior estabilidade climática;
  • Na safrinha, o encaixe com a cultura anterior precisa ser milimétrico.

O ciclo ideal não é o mais longo, nem o mais curto, é aquele que encaixa com precisão no seu planejamento.

Considere solo, altitude e drenagem no ajuste do calendário

Essas condições não mudam de safra para safra, mas mudam completamente a forma como o solo responde ao calendário:

  • Áreas altas podem atrasar emergência e encurtar o ciclo;
  • Solos arenosos secam rápido e exigem plantio mais ajustado ao início das chuvas;
  • Em solos argilosos, cuidado com excesso de umidade e entrada de máquinas.

A lógica é simples: não se planta pela média do Brasil, mas pelo que a sua terra suporta entregar.

Revise o histórico de pragas e doenças da propriedade

Se a lavoura tem repetido os mesmos problemas ano após ano, talvez o erro esteja no calendário, e não só no controle químico:

  • Adiar ou antecipar o plantio ajuda a evitar picos de infestação;
  • Culturas em rotação devem ser pensadas para quebrar o ciclo biológico das pragas;
  • Calendário bem ajustado reduz pressão sanitária e o uso de defensivos.

Lembre-se de que um plantio bem programado é o primeiro controle que se faz contra pragas e doenças.

Planeje o calendário conforme sua estrutura e equipe

Quem tenta fazer tudo ao mesmo tempo no campo, acaba perdendo o controle. A operação precisa caber dentro da estrutura da fazenda:

  • Distribua o plantio em blocos que a equipe e os equipamentos consigam atender com eficiência;
  • Evite sobrecarregar os mesmos períodos com várias culturas em paralelo;
  • Considere a capacidade de armazenamento e escoamento no fim da safra.

Um bom calendário organiza o que já está disponível para produzir com mais segurança.

Conte com a Alta para elevar a produtividade da sua lavoura em 2026

Se você chegou até aqui, já está fazendo o que muitos deixam para depois: planejando a safra com antecedência e de forma estratégica. Um bom calendário agrícola é a base. Mas, no dia a dia da lavoura, o que gera bons resultados é a escolha certa em cada etapa do ciclo, do pré-plantio ao controle final.

A Alta Defensivos entende que cada fase da lavoura tem seus próprios desafios, e é por isso que nosso portfólio traz soluções específicas para cada momento: herbicidas, fungicidas, inseticidas e acaricidas, desenvolvidos para as condições reais do campo brasileiro

O uso consciente e bem orientado contribui para o resultado agronômico e a sustentabilidade da sua lavoura. E nisso, você pode contar com a nossa equipe para te apoiar.

Quer saber qual solução da Alta encaixa no seu planejamento para 2026? Confira o nosso portfólio completo. Estamos prontos para caminhar com você nessa safra.  

Perguntas Frequentes sobre “Calendário Agrícola 2026”

Na hora de organizar o planejamento da safra, é normal ter dúvidas, especialmente quando falamos de diferentes regiões, ciclos e recomendações técnicas. Abaixo, respondemos às perguntas mais comuns sobre o tema: 

Qual a diferença entre ano agrícola e calendário agrícola?

Os dois termos são próximos, mas têm significados diferentes:

  • Ano agrícola é o período de 12 meses em que se acompanha uma safra completa — do preparo até a colheita. Ele varia de cultura para cultura e nem sempre começa em janeiro. A safra de soja, por exemplo, pode começar em setembro de um ano e terminar em abril do seguinte.
  • O calendário agrícola é a ferramenta de planejamento. Ele mostra, mês a mês, quando plantar, colher e fazer cada manejo com base nas condições da sua região.

Enquanto o ano agrícola descreve o ciclo da lavoura, o calendário agrícola serve para planejar com antecedência como conduzir esse ciclo de forma eficiente.

Posso utilizar o calendário de outra região para minha propriedade?

Não é o ideal. Mesmo que você plante a mesma cultura, o comportamento do clima, o tipo de solo e o tempo de cada etapa mudam bastante de uma região para outra.

Usar o calendário de outra região até pode ser viável em um ano estável, mas em anos de clima mais extremo ou com pressão sanitária alta, o risco de perda aumenta. Sempre busque informações da sua região, de preferência com base no ZARC e no histórico da sua propriedade.

Preciso mudar totalmente o calendário a cada safra?

Nem sempre. Se a sua última safra foi bem-sucedida e as condições não mudaram muito, o calendário pode ser mantido com pequenos ajustes. Mas é importante avaliar:

  • Como foi o clima no último ciclo;
  • Se há mudanças no solo ou no manejo previsto;
  • Quais são os novos riscos esperados para a próxima safra.

O calendário agrícola é um plano, e como todo plano, precisa ser revisto a cada ano para continuar fazendo sentido. Às vezes, um pequeno ajuste de data ou cultivar já faz toda a diferença no resultado final.

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